PAD – Realidade Ampliada em Campo Mourão

Desde meados do ano de 2018, a APAE de Campo Mourão vem aplicando o PAD em alguns autistas que frequentam sua instituição. Devido a grande melhora no quadro destas crianças, a AACM – Associação dos Amigos dos Autistas de Campo Mourão, em parceria com a APAE, oportunizou ao corpo técnico dois dias de treinamento intensivo, com a psicóloga Maria Helena Jansen de Mello Keinert, para a aplicação do PAD.

O objetivo desta parceria é ampliar a aplicação do PAD no atendimento às crianças autistas que frequentam as terapias da APAE. Além da equipe de terapeutas e pedagogas da APAE, também, participaram deste treinamento a equipe técnica da SEED – Secretaria da Educação de Campo Mourão, membros da diretoria da AACM e profissionais liberais.

Formada por pais de autistas, a diretoria da AACM trouxe este treinamento com o intuito de garantir a ampliação e capacitação no atendimento das pessoas com TEA, bem como fortalecer a parceria com aqueles que atendem nossos autistas. Para o atendimento dos autistas, não pode haver apenas boa vontade, mas, conhecimento do transtorno e de métodos e instrumentos que melhorem a qualidade de vida do autista, bem como de sua família.

Programa de Aprendizagem e Desenvolvimento – PAD

A maioria daqueles que se encontram envolvidos com a causa do autismo já sabem que os principais prejuízos deste transtorno estão na dificuldade de socialização, linguagem e comportamento. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) ainda possui níveis de comprometimentos que variam de graus mais leves até mais severos que comprometem os sujeitos de ter dependência e autonomia em sua vida diária, porém, aqueles que transitam nos graus leves e moderados devem ser preparados para encarar a rotina da vida cotidiana, bem como, escolar e de trabalho.

Precisamos ter por certo que o autismo não deve ser uma sentença final na vida daqueles que são acometidos por este transtorno, pois, autismo não é doença e sim uma condição neurológica que, ainda que não seja revertida, pode ser modificada. A despeito disto, a ciência tem nos mostrado que nosso cérebro possui uma grande capacidade de se adaptar e modificar, conforme as necessidades do meio a que o sujeito é exposto, a isto, chama a ciência de plasticidade cerebral ou neuroplasticiade, e esta não é exclusividade dos sujeitos neurotípicos (aqueles que não estão dentro do espectro do autismo), mas de todos os seres humanos. Portanto, todo autista possui potencial de desenvolvimento, ainda que a ritmos diferentes e a depender dos estímulos que lhes serão ofertados.

Dentre os inúmeros métodos, protocolos e programas desenvolvidos e aplicados para os sujeitos autista, destacamos, neste texto, o Programa de Aprendizagem e Desenvolvimento – PAD.

O PAD é um programa criado pela Self Center, clínica referência no atendimento de crianças com TEA na cidade de Curitiba, que tem por diretora, e idealista deste programa, a psicóloga Maria Helena Jansen de Mello Keinertt que há 35 anos vem trabalhando com crianças, jovens e adultos com TEA.

Com o objetivo de proporcionar um passo-a-passo de como criar um programa de intervenções que utilizam técnicas, com suporte científico, para crianças com TEA, o PAD foi desenvolvido para melhor avaliar as várias áreas do desenvolvimento e comportamento das crianças com deficiências. Este programa é aplicado por profissionais de forma individualizada e com o objetivo de suprir as necessidades pessoais de cada sujeito com TEA.

Sabemos que o PAD não deve ser visto como uma intervenção salvacionista, mas como uma das possibilidades que melhoram e ampliam o desenvolvimento dos indivíduos com TEA. Por ter sua base teórica fundamentada e comprovada cientificamente, o PAD proporciona uma segurança maior em relação à aplicação deste programa.

Por: Veridiana Canassa Pinheiro

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